Álcool e cigarro podem causar infertilidade

Juntos, eles podem aumentar em até três meses a fecundação
Cigarettes sticking out from the pack. Close-up view

Não é novidade que o consumo excessivo de álcool e o tabagismo são grandes vilões para a saúde, uma vez que fazem parte dos fatores de risco de inúmeras doenças, incluindo o câncer. O que poucas pessoas sabem sobre esses hábitos é que eles também podem afetar negativamente a fertilidade.

“Essas substâncias agem diretamente no cérebro, que está diretamente ligado às funções reprodutivas sexuais. Elas afetam a produção dos hormônios femininos e masculino levando a infertilidade”, explica Rodrigo da Rosa Filho, especialista em reprodução humana, de São Paulo (SP). “O cigarro pode adiantar a falência ovariana e a menopausa em até cinco anos”, destaca.

O álcool altera a qualidade dos óvulos e o processo ovulatório, chegando, em alguns casos, a interromper a ovulação. Nos homens, essa substância reduz os níveis de testosterona e modifica a concentração e mobilidade dos espermatozoides.

“Recomendo aos meus pacientes em tratamento, que cessem o consumo de álcool durante três meses, para que os níveis hormonais se normalizem”, orienta Rodrigo. Já o cigarro afeta a produção de espermatozoide, a qualidade do óvulo e a formação do embrião. “Mulheres fumantes apresentam óvulos de pior qualidade devido ao aumento dos radicais livres de oxigênio e o estresse oxidativo, assim como os homens também apresentam espermatozoides com maior fragmentação do DNA”, alerta.

Juntos, o cigarro e o álcool podem ser responsáveis no aumento de tempo para engravidar em até três vezes mais que o habitual. “A conscientização sobre os fatores que podem causar a infertilidade é muito importante para que o casal que sonha em engravidar repense sobre os seus hábitos. Muitos casos são irreversíveis, e é preciso procurar ajuda profissional para avaliação e decidir qual o tratamento adequado”, finaliza.