Hipotireoidismo e hipertireoidismo: entenda a diferença

Especialista lista os sintomas e tratamentos
Scanning with ultrasound. Research of blood vessels of a neck by ultrasound

Cansaço, fadiga, dor muscular, cabelos e unhas fracas, ganho de peso, dificuldade de perder peso e intolerância ao frio: esses são os sintomas do hipotireoidismo, causado pelo mau funcionamento da glândula tireoide, elevando o valor do TSH (estimulante natural da tireoide) e baixando a produção do hormônio T4 – produzido pela tireoide e controlado pelos níveis de TSH. Diferentemente desse diagnóstico, o hipertireoidismo é causado pela alta produção do hormônio T4 e a baixa de THS, que gera a perda de peso, calor e sudorese, palpitação do coração, tremores e ansiedade.

“Entre os dois diagnósticos, o hipertireoidismo exige um tratamento mais complexo. Inicialmente envolve controle medicamentoso da função da glândula. As medicações utilizadas reduzem a produção e secreção do hormônio da tireoide, no entanto, não tratam o problema que causa a hiperfunção, além disso agridem o fígado e a medula óssea.  Sendo assim, a utilização destas medicações deve ser restrita a um período não superior a dois anos ou como preparação para o tratamento definitivo”, explica Murilo Neves, cirurgião de cabeça e pescoço da Clinica MedPrimus, de São Paulo (SP).

Atualmente existem duas opções de tratamento definitivo nos casos de hipertireoidismo: a cirurgia ou a iodoterapia. Ambas apresentam vantagens e desvantagens. A decisão entre elas deve ser tomada em conjunto com o médico. De acordo com Neves, a cirurgia esta indicada nos seguintes casos: nódulos malignos ou suspeitos de serem malignos na biópsia, nódulos que apresentam uma velocidade de crescimento rápida e nódulos grandes e que avançam em direção ao tórax ou que causam sintomas compressivos no pescoço.