Mitos sobre a vacina contra HPV

Infectologista esclarece dúvidas sobre a imunização da doença

Uma das principais causas do câncer de colo de útero é o HPV (Papiloma Vírus Humano), doença sexualmente transmissível que engloba mais de 150 tipos de vírus diferentes e que provoca a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral, anal, genital e da uretra. “A maioria das pessoas adquire a doença nos primeiros três anos em que passam a ter relações sexuais”, afirma o infectologista Alberto Chebabo, que integra o corpo clínico do Delboni Medicina Diagnóstica. Essa doença pode ser prevenida com o uso de preservativos e por meio de vacinação contra algumas formas do agente causador.

Estima-se que mais 70% dos homens e mulheres sexualmente ativos entrem em contato com um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas, sendo nos primeiros anos de relações sexuais, o período mais ocorrente. “Por conta disso, o recomendável é vacinar os adolescentes com idade entre 9 e 14 anos de idade, lembrando que isso vale para as meninas e os meninos”, explica o especialista. A enfermidade, que na maior das vezes não apresenta sintomas, pode ser transmitida pelo atrito da mão, boca ou genital com a área infectada.

A vacina que auxilia na prevenção da doença é administrada em três doses, sendo a primeira na data escolhida, a segunda após 30 ou 60 dias e a última deve ser tomada com seis meses de intervalo da primeira.  Existem dois tipos de imunização: a bivalente (que protege contra apenas dois tipos de HPV e pode ser utilizada somente em mulheres) e a quadrivalente (que pode ser também aplicada em homens e evita quatro tipos do vírus).

Confira algumas dúvidas sobre essa imunização, esclarecidas pelo infectologista.

  • O contágio geralmente ocorre nos primeiros três anos de vida sexual, por isso o recomendável é vacinar crianças a partir dos 9 anos de idade;
  • Os meninos podem tomar a vacina quadrivalente;
  • Os adultos também podem se beneficiar da vacinação;
  • A imunização não dispensa o uso do preservativo;
  • A vacina ainda tem alguma eficácia para proteção contra outros tipos de HPV, mesmo após exposição a um dos tipos que fazem parte dela. Ou seja, vale a pena realizar a imunização mesmo que a pessoa esteja infectada por algum tipo da doença;
  • A mulher deve continuar fazendo o exame de Papanicolau mesmo após a vacinação, pois somente assim é possível detectar as lesões precursoras do câncer de colo de útero.