Conheça os sinais de que a tireoide não funciona bem

Três fatores podem afetar essa glândula essencial para o equilíbrio do organismo
ultrassom da tireoide
Scanning with ultrasound. Research of blood vessels of a neck by ultrasound

A glândula da tireoide age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Além disso, interfere no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração, no humor e no controle emocional.

Entretanto, essa glândula só é lembrada quando apresenta sinais de que não está funcionando bem. E os problemas de maior frequência são: hipotireoidismo, o mais comum, em que a produção dos hormônios é menor do que o ideal; hipertireoidismo, em que essa produção é maior que o habitual; e os nódulos da tireoide, que podem ser malignos ou benignos e também podem alterar a produção dos hormônios.

Enquanto o o hipertireoidismo não apresenta sintomas, o hipotireoidismo pode causar cansaço, sonolência, depressão, queda de cabelo e até constipação

Entre os sintomas, pode-se destacar metabolismo lento, cansaço, sonolência, inchaço, depressão, oscilações de humor, queda de cabelo, unhas fracas, intestino preso e desânimo em quadros de hipotireoidismo. E no hipertireoidismo o processo é o oposto. Já os nódulos raramente causam sintomas. “Os sinais só aparecem caso os nódulos sejam grandes. Neste caso, podem levar a engasgo, dificuldade de respirar, aumento de volume no pescoço e alteração no tom da voz”, explica Carolina Ferraz, endocrinologista do Hospital Samaritano de São Paulo (SP).

Por isso, segundo a especialista, é importante investigar, mesmo quando não há evidências de nenhum destes indícios. “Caso o paciente esteja apresentando algum desses sintomas, e, o mais importante, se esse sintoma for diferente do que ele sentia antes, deve procurar um endocrinologista para excluir a possibilidade de ter alguma alteração na tireoide”, alerta.

O hiper e o hipotireoidismo são diagnosticados por meio dos sinais clínicos e de exames de sangue. Para o tratamento do hipertireoidismo são recomendados o uso de medicação oral, de iodo radioativo ou cirurgia. “Já o tratamento para o hipotireoidismo é feito com reposição hormonal, análoga ao hormônio T4, que deverá ser tomado diariamente ao longo da vida”, esclarece Carolina. Já os nódulos da tireoide são diagnosticados via exame de ultrassom e palpação do pescoço, e seu tratamento depende se o nódulo é benigno ou maligno.