Tabagismo pode aumentar em até 60% o risco de câncer de mama

O hábito de fumar ainda pode trazer outros perigos, como a infertilidade e a menopausa precoce

Pasme: o cigarro possui pelo menos 4.720 substâncias tóxicas, das quais pelo menos 70 são cancerígenas. De acordo com Daniel Sócrates, psiquiatra e especialista em nicotina, de São Paulo (SP), o início precoce ao hábito de fumar, alto consumo de cigarros ao ano e os longos períodos de vício, eleva a ameaça de câncer mamário em até 60%, de acordo com dados de pesquisas realizados em diversos países.

No entanto, Sócrates afirma que não são apenas os fumantes que sofrem com essa dependência. “O fumo passivo aumenta consideravelmente o risco de câncer de mama para mulheres em pré-menopausa não fumantes”, comenta.

Além disso, ele também lista outros grandes perigos associados ao cigarro, como a infertilidade; menopausa precoce (em média 2 anos antes); infarto do miocárdio; aumento de até 10 vezes o risco de eventos cardiovasculares, embolia e tromboflebite em mulheres que fazem uso de anticoncepcionais orais; o cigarro é responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade.