Torcicolo: é possível evitar o incômodo

Especialista explica como acontece o problema
Young woman holding neck in pain and discomfort

Se você já acordou sentindo uma dorzinha chata no pescoço, sabe exatamente como o torcicolo pode transformar movimentos simples ― como olhar para os lados ou para trás ― em um grande incômodo. Segundo Helder Montenegro, fisioterapeuta e presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRC), esses sintomas são consequência de uma contração involuntária da musculatura do pescoço.

“Os músculos entram em espasmo, provocando a diminuição dos movimentos voluntários da coluna cervical e causando dores que podem migrar para toda a musculatura dorsal”, explica. E, por mais que pareça, essa contração não surge por acaso, ela é decorrente de um movimento súbito, traumas, má postura e mau posicionamento ao dormir ou, em alguns casos, pode ser de origem congênita (presente no nascimento).

Para cada caso existe uma forma de tratamento ― que pode variar entre repouso, técnicas manuais de inibição muscular, alongamentos e medidas analgésicas ―, porém, é fundamental o acompanhamento de um ortopedista e, em seguida, de um fisioterapeuta, principalmente se as dores permanecerem por mais de 24 horas.

“Quando há perda de força ou formigamento no braço, associado a dores de cabeça e aparecimento de febre, é imprescindível buscar ajuda de um médico”, alerta o especialista. Para passar bem longe desses sintomas desagradáveis, ele dá dicas: “Evite assistir à televisão deitada, prefira dormir com travesseiros baixos, não segure telefone ou aparelho celular com os ombros, deixe os objetos que mais utiliza próximo ao seu campo de visão para evitar torções, evite ficar deitada de bruços na cama e prefira a posição lateral”, conclui Montenegro.