Câncer de tireoide: entenda a importância do diagnóstico precoce

Público feminino é o mais afetado pela doença, devido aos fatores hormonais
Scanning with ultrasound. Research of blood vessels of a neck by ultrasound

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou mais de 500 mil novos casos de câncer para 2016. E desse número, cerca de 6.960 casos serão de tireoide. Parece pouco? O problema é que 84% deles afetará o público feminino, devido aos fatores hormonais característicos das mulheres. A faixa etária acima dos 35 anos apresentam mais riscos, mas o problema também pode ser observado em jovens e em idosos entre os 25 e os 65 anos, além de pessoas expostas à radiação no pescoço e na cabeça. Para Ana Hoff, chefe da unidade de endocrinologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e endocrinologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, a investigação precoce de um nódulo maligno pode ser decisiva na vida do paciente, levando em consideração que, quando tratado no início, o câncer de tireoide tem ótimas chances de cura e evita que as células cancerígenas se espalhem para outras partes do organismo. “É importante ficar atento a situações, como: dificuldade de engolir, problemas respiratórios, tosse persistente, nódulo ou inchaço na região do pescoço, rouquidão ou alterações na voz que não se dissipam”, afirma.

Diagnóstico e tratamento

Os autoexames são a principal forma de detectar um nódulo. É preciso saber se há algum caso existente na família, relatos de exposição à radiação ou algum outro fator de risco. Se identificado o nódulo, um endocrinologista precisa ser procurado para que seja indicado quais os exames deverão ser feitos para confirmar ou descartar a presença de câncer. A cirurgia para a remoção dos nódulos anormais é a principal forma de se buscar a cura. Após a cirurgia, o paciente passa a tomar hormônios para substituir os que não podem mais ser produzidos pela tireoide. Dependendo da avaliação médica, o tratamento é estendido com terapias contendo iodo radioativo.