Dente do siso: tirar ou não?

Um dentista deve avaliar cada caso antes de indicar a cirurgia

Os dentes do siso, localizados no fundo da boca, costumam surgir no fim da adolescência ou início da vida adulta. Quando bem posicionados, não causam dores nem incômodos.

Porém, segundo o dentista Flávio Nader, da Crie Odontologia, em Brasília (DF), a extração é necessária quando não houver espaço para nascer em posição correta na boca – o que é comum, pois a maioria das pessoas, hoje, tem arcada dentária menor do que a dos antepassados, por causa de hábitos alimentares diferentes.

“Quando um dente não tem espaço para nascer, pode acontecer a formação de cistos ou tumores formados a partir de um tecido que envolve os dentes antes de aparecerem na boca. Além disso, as raízes dos dentes adjacentes ao siso podem ser absorvidas por causa da presença dele”, explica.

Outros motivos de extração

Quando há necessidade do uso de aparelho, os sisos também devem ser extraídos, pois o ortodontista precisa de espaço para movimentar os dentes e corrigir os que estiverem tortos.

E, por último, se o dente do siso nascer corretamente, mas o paciente não conseguir fazer sua higiene, pode haver infecções e abcessos. “Nesses casos, como o dente do siso não participa da mastigação, ele deve também ser extraído”, esclarece Nader.

Como é a cirurgia?

A operação é totalmente indolor e dura em torno de uma hora. Em alguns casos, pode-se extrair os quatro sisos de uma vez. Em outros, é mais indicado dividir o tratamento em duas etapas, removendo um lado de cada vez.

“Geralmente usamos anestesia local, mas em algumas circunstâncias, como pacientes muito ansiosos, pode ser preciso a sedação venosa”, afirma o dentista. Já em casos extremos de complexidade, a cirurgia pode ser feita em ambiente hospitalar sob anestesia geral. A recuperação costuma ser tranquila, com algum inchaço.