Dor no ombro atinge 20% da população

Problema pode estar associado a atividades físicas e ao tabagismo

A articulação do ombro, por apresentar anatomia peculiar e grande amplitude de movimento, é mais vulnerável a traumas e processos degenerativos. “A dor no ombro corresponde a 20% das queixas dos pacientes que procuram os consultórios ortopédicos e de fisioterapia”, afirma o médico Guilherme Gonzalez, ortopedista e especialista em cirurgia de ombro e cotovelo do Hospital VITA, em Curitiba (PR).

Má postura é uma das causas

As causas são variadas, podendo estar associadas a falhas posturais e movimentos repetitivos com o braço levantado. “Esportes como tênis, natação, handebol e vôlei, que necessitam de giro do braço ou o movimento de arremesso, assim como atividades realizadas em academias e crossfit, se não forem bem orientados, também predispõem os praticantes a lesões”, alerta o médico.

A dor no ombro pode estar ligada também ao tabagismo, que leva à redução do calibre dos vasos sanguíneos dos tendões, favorecendo o surgimento das lesões. A dor surge lentamente e pode irradiar para o braço e o pescoço. “Outra importante característica é a dor noturna, que se torna mais intensa quando a pessoa se deita, independentemente da posição”, diz o ortopedista.

Previna-se

Mudança de hábitos, cuidados posturais e atividade física regular orientada contribuem para a prevenção das lesões de ombro.  Quem, no entanto, já apresenta um quadro crônico de dor no ombro deve fazer tratamento, que pode envolver medicação e fisioterapia.  “Mas, para as lesões que não melhoram com tratamento clínico ou quando há rupturas completas, pode haver a necessidade de procedimentos cirúrgicos”, destaca o médico.