Mitos e verdades sobre gengivite

Dentista esclarece dúvidas sobre as causas e tratamentos para a doença gengival

A gengivite, inflamação da gengiva, é causada, principalmente, pelo descuido com a higiene bucal. Abaixo, a dentista Isabella Mendes, consultora da marca GUM, esclarece mitos e verdades sobre o problema:

Fumo e diabetes podem causar gengivite.
Verdade. A principal causa é mesmo a falta de higiene, já que, com isso, há acúmulo de placa bacteriana entre os dentes. Porém, cigarro, diabetes não controlada, hormônios e alguns medicamentos também podem desencadear esse acúmulo de placa bacteriana. E mais: dentes tortos também representam uma condição ideal para problemas de gengiva, porque criam mais espaços para formação da placa. Falta de vitamina C, dieta com níveis elevados de açúcar e carboidratos, além da baixa ingestão de água, quando somados ao cuidado oral inadequado são outros fatores prejudiciais.

Sangramento na gengiva é um dos sintomas.
Verdade. Inchaço e vermelhidão também são sintomas da gengivite e antecedem o sangramento. Em casos mais avançados, a gengiva pode sangrar espontaneamente e até liberar mau cheiro durante o uso do fio dental.

Pode desencadear problemas mais sérios.
Verdade. Quando não tratada, a gengivite, em longo prazo, pode evoluir para a periodontite, uma inflamação mais grave que danifica a gengiva e a estrutura óssea dos dentes, deixando-os moles até caírem. A evolução dessas infecções também está relacionada a doenças cardiovasculares.

O tratamento é doloroso e demorado.
Mito. Durante os sintomas iniciais, como sangramento leve, uma boa higiene oral, com escovação, fio dental e enxaguante bucal, é suficiente para combater a infecção. No entanto, em casos mais avançados, é necessária uma visita ao dentista, para que ele realize a limpeza profissional e, se for o caso, receite anti-inflamatórios e analgésicos.

A prevenção é feita apenas com escovação
Mito. A limpeza entre os dentes, seguida da escovação, é essencial para prevenir inflamações gengivais e demais problemas bucais. Outra dica é fazer um autoexame com frequência, observando toda a cavidade oral. Procure orientação de um profissional ao menor sinal de incômodos e alterações na boca.